
Não é do meu feitio fazer isso, mas farei.
O motivo eu não sei.Só farei.
Eu lembro de você em minha infância.Lembro dos dias ruins em que tive risadas por você proporcionadas.Não serei idealizador e hipócrita em dizer que foram as melhores coisas de minha vida, mas enquanto eu andava para a escola eu lembrava que, num dia dos mais terríveis, pelo menos eu ri e achei algo engraçado.Senti-me vivo por culpa sua.
Sabe, eu entendo tudo o que ocorreu com você.
Querer ser o que não se é para os outros, buscar o amor universal dos humanos como o maior e mais precioso tesouro.Sentir-se morto e vazio por dentro ao mesmo tempo em que um sentimento quase divino invade seu coração quando se agrada alguém, mesmo que esse alguém seja um estranho.
Eu entendo.Não preocupar-se com você mesmo sobre nenhum aspecto e viver em função daquilo que os outros pensam e veem em você, até que não se aguenta mais.Então se afoga no álcool, nas drogas e no sexo pela angústia de ter um chão onde pisar, pois não se aguenta mais.
A você, que conquistou o carinho que muitos ao meu redor não conquistaram, eu dedico umas teclas digitadas, um tempo gasto e uma admiração grande.
A você, Chris Farley, que morreu do coração por ele ser grande demais e querer conquistar a todos, dedico as memórias daqueles que lerão este texto.
E, por último, dedico um sentimento que nunca senti e encontra-se neste texto.
Grato por sua breve existência,
F. Brandt
O ombudsman tá de férias, e quando isso ocorre, ele costuma se enrolar nas pequenas letras. Ele só quer ler coisa grande, escrever coisa grande, e enquanto gargareja o seu tédio, que ver algo pra rir também. O texto acima parece nostalgico mais fidelíssimo ao autor, já que como o próprio as palavras acima parecem admiradoras de coisas boas.
Chris Farley pode ter se ido, porém suas memórias continuam vivas em nossas mentes e nos videos de vhs. Parabéns.
Pretenda fazer isso mais vezes.