
Eu tinha uns 8 ou 9 anos.
Começou o "diagnóstico".Minha mãe, preocupada, me contou disso com 14 ou 15 anos.
Sociopatia eles dizem.E eu gostei da idéia.Gostei muito.
As brincadeiras que posso fazer, as mentiras verdades que posso contar e tudo o que posso ter.
Não há limites, não há fins.Há a minha vontade e somente minha vontade.
Não me entendam mau, afinal, não é como se eu usasse das pessoas sem dar-lhes nada em troca.Eu dou-lhes o que tanto querem: mentiras agradáveis e bem reais que servem de escapismo para uma realidade fria e cruel.
É o sexo que eu e mundo praticamos.Eles se propõe a curvarem-se a minha vontade e eu crio o que querem tanto ouvir.
Nas manhãs cinzentas em que acordariam tristes e questionando o porque da própria existência, eles se lembram de minhas artimanhas e gostam delas, afinal são tudo aquilo que eles, consciente ou não, desejam.
É um acordo em que o orgasmo é múltiplo e bilateral.Até que eu me canse e deixe que descubram a verdade.
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