
Eu estava só pensando.Sabe essa razão, essa coisa que tanto idolatro?
Quantas mortes, quanto sangue foi derramado (inocente ou não) por esse vício humano?Tudo a preço de um egocentrismo patológico, insano e ironicamente animalesco.
O holocausto, exemplo magno da loucura da razão, vide Hannah Arendt e sua banalidade do mal, engravidou-me destas idéias.
Esse fato histórico, por muitos questionado, foi o apíce, o cume e o máximo da utilização da razão para, única e exclusivamente, ferir outros homens.
Por que morreram tantos?
Quantos destinos, quantas vidas, quantos amores foram separados, quantos filhos feitos órfãos e quantos pais solitários?
Tudo fruto de uma razão desvirtuada, banalizada e destrutiva.
O que divide a razão que frutifica em coisas ditas boas e a razão destrutiva?
O que separa Joseph Mengele de Rafael?
Eu digo: nada.
Não sou melhor que Hitler.
Nada me afasta dele: sou capaz das mesmas coisas.
O único, talvez insignificante diferencial, é que eu não esteja sob as circunstancias que os piores algozes de todos os tempos estiveram.
Eu estou sob uma melhor influência, talvez perfeita: a esperança e a distante e quiçá nem mais existente felicidade.
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Engraçado como eu sou fiel a essa página. Mesmo distames que somos. Parece que houve mais uma batalha ai acima. Entre os vários pensamentos desse emaranhado, lacrado e árduo. Reverter ideias sempre nos faz crescer. o texto tá divino. Mas em mim, tudo isso, é o passado. A razão pra mim, não mais está louca. Morreu em desvairo na clausura que construo para tudo que não preze a humanidade das pessoas. E os ilustres nomes são bem distante viu. Um idiota que só faz atrocidades com as pessoas, não merece o prestigio de tal comparação.Como eu sempre te digo. Mesmo os humanos me causando nojo, ainda resguardo-os com fascinação.