
Ir dormir numa noite das mais frias.Deitar-se em sua cama gelada e esquenta-la.
Começam os sonhos, as beleza oníricas.
Não são nossos devaneios noturnos a melhor leitura de nós?
Nossas mais secretas vontades, nossos desejos mais profundos, a voz de nosso subconsciente?
Na verdade, escrevo isso porque espero ser assim.
Se for, pelo menos uma certeza posso ter, uma ilha num mar de incertezas, algo em que pisar no vácuo.
O fato de que, felizmente, há algo de bom em mim.
Em toda a lama, em toda a putrefada carne, há um lírio.
Por menor que seja, por mais insignificante ante a tanta sujeira, ainda sim há um Lírio.
Há beleza.
É um começo.
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