Calorosa e delicada.
Não importa como pareço tão pouco meus erros.
Cicatrizes de outrora não contam.
Em oceanos de esquecimento as memórias de meu pranto estão.
Ela não quer saber o que sofri, nem o que fiz ou disse.
A casca que tenho, para ela, não tem significado.
O fato de eu não achar-me digno de sua visita, sequer de saber de sua existência não importa.
Suas lindas asas inundam-me com sua quase divina beleza.
O delicado bater das mesmas por sobre meu ombro, por muito tempo ferido, é como o único gesto de carinho e afeto que jamais recebi.
Não quero mover-me.Não quero que ela fuja assustada.
Percebo que ela não o fará.
Pela primeira vez algo, conhecendo-me, não foge em desespero.
Sinto-me...humano.
Sei como chamar minha tão querida visitante.
Amor, seria um bom nome.
entregue-se as cores, aos sentimentos..mas sem se envolver, é só o que te digo.
Isso foi poético ?
De lá de longe surge uma ponta do Rafael Intríseco.
Agente - falo por sentir - só consegue fazer um texto tão criativo assim, quando olhamos de dentro para fora...
Tenho sentido falta dos coments. (deve ser as ocupações)
Abçs