Agradecer por algo que, para outros, pode parecer simples, infímo, insípido, inócuo.Mas para mim - para nós - não é.Tanto que, por anos a fio em uma lugúbre e putrefada existência, jamais descobri ( senti).
Você conseguiu, em um rosto marcado por escarificações e chagas da vida, enxergar a possibilidade de aprendizagem.Aprendizagem de algo que você conhece muito bem, que faz parte de você e que, miraculosamente, está em seu sorriso e belos olhos.
O amor.
Amor que nunca conheci, sequer vislumbrei - até você destituir-me o orgulho, ele era apenas a fraqueza manipulável de homens medíocres a lá senso-comum ou uma viagem lisérgica de jovens pubescentes.
Mas você mudou-me.Você mostrou a beleza de (des)a(r)mar-se.A beleza de chorar.A beleza de gritar e clamar por viver.Você me mostrou a saudade e a frustração.Mostrou-me a beleza da humildade e das pequenas coisas.Mostrou-me a beleza do refrigerante de gengibirra e do pão com mortadela.
Mas, eu não sou ingrato.Mostrei-te algo também.
Mostrei que, até mesmo o rato presenteado com rosas, pode descobrir o valor destas e, com grande zelo e furor, guardar tal tesouro que a ele foi doado.
não.
ínfimo e lúgubre.
Se quer ficar brincando de escrever difícil, aprenda a escrever primeiro.