Meu começo?Raça, sangue ariano, berço?Já ouvi essa merda toda e até acreditei.Agora já não sou mais inocente a ponto de cair nisso.
Meu meio, talvez?Diploma, carreira, dinheiro, poder, mulheres?
Eu duvido muito.Tudo isso é frívolo, ainda que inebriante.Vícios anestésicos para esconder quão frágil sou.
E eu, também e de novo, já acreditei nisso.Daria a vida por aplausos, por beijos e carros chiques.
Tudo fachada bem pintada para esconder, bem no canto, um coração que batia.
A resposta é, para este autor gauche, o fim.Ele define quem eu fui e o que serei para sempre.
O que pensarão de mim quando eu morrer?
Será que farei de meus últimos dias coisas boas?
Será que existirão pessoas gratas pela minha breve existência?
Toda a noite, choro por nada significar.
A resposta é, quem sabe, fazer-me lembrado agora.
Será que em meu velório, haverá alguém dizendo quão bom eu fui?Ou alguém que, depois de cinco anos de minha morte, lembrar-se-há de colocar flores em meu túmulo?
Alguém, algum dia, andando num ônibus vai pensar "como seria bom se Weiss estivesse aqui.."?
Por fim, chego a uma conclusão: Pegarei meu começo, farei o meu melhor no meio para ser, no meu fim, lembrado com honra.
Talvez seja isso que faça um homem.
mas pode ser que não seja o que as pessoas pensam de você depois da morte que te define, e sim como você morreu.
No fim a gente pensa no começo,entao muito natural pensar o que vao pensar sobre vc. Mas ainda pode ser muito cedo para tal, faça seu melhor hoje para colher frutos amanha.