Hoje um homem
amanhã fertilizante de narciso
e quem sabe vermes.
Peitos e bundas
são só isso mesmo,
peitos e bundas.
Carne que se compra
e se come
e se deseja
e apodrece.
Vazio, vazio, vazio.
Homem logo.
Deve acordar
antes que morra.
Antes que acabe.
Antes que apodreça.
O autor costuma usar a mesma voz. É um som angustiante, agonizante. Mostra o homem despido como ele deve se sentir. Tem um amor e uma vontade que se juntam para alertar, uma vontade boa de viver. Uma esperança que machuca. Tem tanto a ler nesse novo estilo de poema que acho vã uma interpretação tão chula.