Poder, eis minha heroína pessoal, desenvolvida especialmente para mim.
Nada se compara a sensação de passar por um corredor e ver o silêncio que se faz, ou ainda os olhares discretos que não desejam provocar, mas aproximarem-se.
As vozes falsamente doces que vêm implorar por algo que a mim nada custa.
Eles desejam ser como eu, desejam estar onde estou.
Não há bebida ou mulher que supere a sensação de se olhar nos olhos de alguém em seu último instante e observar a vida se esvair do que agora são apenas círculos cinzentos.Como uma banheira na qual se puxa o tampão e a água corre para o ralo, assim é a vida no último instante.
Sou meu Deus e o Deus de quem tem a vida por mim acabada.
No fundo, todos os homens assim são.Poucos tem a coragem de admitir.
Enfim o texto que mais levei á sério. O que me fez perder longos 30 minutos, para ganhá-los em bons pensamentos. O poder que por vezes nos enche de deleite, nos engana, nos prostitui e pula fora. É evidente que você sempre almejou tais coisas acima:o silêncio solene, o medo amargo... O ódio que os outros precisam guardar em suas gavetas de convivencia. Mas ele tá profundo. Quase justificável. Mas essa glória só faz bem ao ego porque 'somos uma geração sem peso na história. Sem propósito ou lugar. Nossa Guerra é a espiritual. Nossa Depressão, são nossas vidas'. E sem a posse da alma, o poder não será eterno.
Adorei o texto. São poucas as pessoas que têm coragem de explicitar seus vícios ou desejos como você. São poucos que conseguem descrever o efêmero da vida e a mente do homem tão minuciosamente. Parabéns,
Júlia Camila.