E meu texto agora é para o autor deste projeto, desses planos.
Não sou, não fui, nem serei digno de nada, a não ser da morte.E admito isso.
Como o mais putrefado e fétido poço de orgulho falei o que não devia, fiz o que não devia.E pior, eu sabia que não devia faze-lo e sabia o que aconteceria se fizesse, mas fiz.
Tu que me prometestes tanto, que me mudastes tanto e que me destes tanto foi retribuído com um escarro na boca que me beijava.
Fui separado no ventre, fui escolhido quando concebido, bem sei disso.Não desejo os louros e louvores humanos que antes desejava, só quero que me ouça.
Sou uma criança, uma insolente criança.Vejo isso agora.
Que maturidade tem um jovem de 18 anos como eu?Nenhuma.E a prepotência é proporcional a imaturidade, mas, ainda sim, tu me amastes.
Eu tinha tudo e troquei por nada.Eu tinha ouro e troquei por lama.Eu tinha vinho e troquei por fel.
Ao que tanto ofendi, nada tenho a dizer.Curvo meu semblante em vergonha e em arrependimento assumo a glória que não é minha, o poder que não é meu.
Só olhe para mim e faça como lhe aprouver, como sempre fez.
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