Sacumé, o lascívio (quem será?) se une a um amigo-ligado ao divino- para escrever sobre um mesmo tema.O amigo: Bruno, do blog: De mim para mim
Vejamos o que a mente pervertida criou:
Meu
As paredes
Quatro malditas, não físicas.
Cercam-me, sufocam-me. Eu quero gritar, mas não posso, afinal, resguardo meu orgulho lucíferiano.
Aperto e vazio.
Tenho de fazer parecer, fazer ser aquilo que querem.
Por fora?Poder altivo. Por dentro a mais doce das solidões que por meus demônios é devorada.
Sinto-me corroído por ela.
Lepra do coração.Chagas e dor.Silenciosas.Sorrateiras.Negras.
Mas, meu caro, eu sei como resolver.
Quem disse que tenho de ter um coração?
O de meu colega celestial:
Paredes
Nem me importa mais o barulho que se avizinha
Se por dentro o silencio seco ceifa os gritos
Do que adianta paredes tão grossas?
Se o ruído de dentro, grita horrores.
As pessoas perdem o brilho do meu olhar
O escuro da cama reflete o negro da alma
A lâmpada apagada teme o dedo
E os lençóis garantem-me o aconchego.
Vultos vazios vêm e vão
Vida vaga velando voltas vividas
A beleza irônica sozinha sonha
Trancado e guardado do mundo espera o resgate
Delas escorrem a saudade…
Delas saem as escamas da prisão…
Nelas se prendem manifestos tristes…
Elas são boas ouvintes, frias, apáticas…
Paredes não falam…
Alimentam-se de solidão e tristeza
Paredes não calam…
Abocanham sentimentos de sobremesa
Paredes não sentem…
Deixa o cadáver exposto a falta de olhares
E nesse olhares existem demora, ciladas…
A espera que um dia, as paredes se rompam…
E o autor, perca a companhia delas.
(Bruno Silva)
Se por dentro o silencio seco ceifa os gritos
Do que adianta paredes tão grossas?
Se o ruído de dentro, grita horrores.
As pessoas perdem o brilho do meu olhar
O escuro da cama reflete o negro da alma
A lâmpada apagada teme o dedo
E os lençóis garantem-me o aconchego.
Vultos vazios vêm e vão
Vida vaga velando voltas vividas
A beleza irônica sozinha sonha
Trancado e guardado do mundo espera o resgate
Delas escorrem a saudade…
Delas saem as escamas da prisão…
Nelas se prendem manifestos tristes…
Elas são boas ouvintes, frias, apáticas…
Paredes não falam…
Alimentam-se de solidão e tristeza
Paredes não calam…
Abocanham sentimentos de sobremesa
Paredes não sentem…
Deixa o cadáver exposto a falta de olhares
E nesse olhares existem demora, ciladas…
A espera que um dia, as paredes se rompam…
E o autor, perca a companhia delas.
(Bruno Silva)
Esclarecimentos: Amigo conhecido por meio deste intrumento.Semelhanças indestinguíveis, ainda que antagônicas em certas coisas.Ele: Rafael resumido; Eu: Bruno complicado. Nada mais.
Agradeco por ceder-mos a proposta...
eternizados aqui está uma amizade.
Obrigado mesmo cara, cada conversa nossa tem lá seu proveito.